Este blog tem a finalidade de difundir a apicultura nacional e projectos de investigação realizados em Portugal. A APISMAIA realiza análises polínicas, físico-químicas e resíduos ao mel e outros produtos apícolas.
Junho 2013
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Introdução
O termo “biológico” é aplicado aos produtos alimentares produzidos segundo normas biológicas ao longo das fases de produção, manipulação, elaboração e comercialização e que são certificados por uma entidade devidamente constituída. Por conseguinte, o termo “biológico” refere-se mais ao processo de obtenção de um produto do que o produto em si. Seguindo esta ideia para obtermos mel biológico é necessário ter em atenção particular a produção e obtenção de cera. A cera tem uma estratégia primordial na apicultura biológica (AB), visto que nesta substância são armazenadas grandes quantidades de acaricidas e esporos de loque americana. Mas também poderemos ter precauções quanto à qualidade da cera na apicultura convencional.
Os acaricidas e a cera
Um dos problemas para obter ceras biológicas consiste no armazenamento de acaricidas nesta substância. As ceras necessárias para o fabrico de novas folhas laminadas devem ser provenientes de unidades de produção que praticam a AB. Porém, existe uma dificuldade em obter cera biológica no mercado nacional como na União Europeia. Perante esta situação, a utilização de ceras pode provir da apicultura convencional desde que produzida a partir de opérculos, principalmente para novas instalações ou durante o período de conversão. A possibilidade de recorrer às ceras de opérculos da apicultura convencional é baseada no facto de que este tipo de ceras ter níveis de concentração de acaricidas sintéticos baixos comparativamente aos favos. Também é verificado que as ceras originárias do ninho têm 5 a 10 vezes mais concentração de acaricidas do que os favos das alças. Consequentemente, ao diminuir a concentração de acaricidas na cera através da utilização de cera de opérculos, muito dificilmente o acaricida é difundido para o mel.
Durante a reciclagem da cera, é possível que a concentração de acaricidas aumente devido à mistura de ceras de várias origens (do ninho, das alças, dos opérculos). Por esta razão é necessário a separação das ceras, conforme a sua origem, de maneira a obter ceras provenientes de opérculos e, portanto, com menor concentração de acaricidas.
Embora seja um assunto pouco estudado, verifica-se que durante a reciclagem da cera (com temperaturas a variar entre 75 a 150 ºC) a concentração de acaricidas pode aumentar devido a estes apresentarem uma elevada solubilidade com as ceras. Em Portugal, a preocupação da acumulação de acaricidas nas ceras está relacionada com o fluvalinato (Apistan e Klartan). Este acaricida é facilmente acumulável na cera e aumenta a sua concentração ao longo dos tratamentos. No caso do amitraz (Apivar, Acadrex e Mitac) este degrada-se com facilidade nas ceras e muito dificilmente é quantificado, no entanto, os seus metabolitos são identificados. Um terceiro tipo de acaricida que tem sido utilizado é a supona (clorvenfinvos) e este também é armazenado nas ceras. O uso de acaricidas orgânicos (timol, ácido oxálico) a médio prazo possibilita a diminuição da concentração dos acaricidas sintéticos. Até para mais, os acaricidas que podem ser utilizados na AB não são armazenados na cera como também são evacuados por evaporação durante a centrifugação do mel.
Sendo a cera dos opérculos a aconselhada a ser adquirida para futura produção biológica, o cerificador solar é uma boa alternativa no início da actividade, até porque este equipamento é o aconselhável para este tipo de cera. Posteriormente, quando forem alcançadas maiores quantidades de cera biológica poder-se-á utilizar as caldeiras de vapor.
A loque americana e a cera
A cera é um reservatório de esporos da loque americana como também o mel, a colmeia e as abelhas que alimentam as larvas. Na apicultura, tanto convencional e biológica, é proibida a utilização de qualquer antibiótico como por exemplo a Terramicina, à base de oxitetraciclina. Por outro lado, a confirmação de loque americana obriga à destruição das colmeias infectadas, o que causa prejuízos elevados na produção apícola. Para obter resultados contra a loque é necessário apostar na prevenção, tal como a desinfecção do material da colmeia por raspagem e posterior uso do maçarico e constante substituição de ceras, tanto na apicultura convencional e biológica. Uma outra solução consiste em obrigar as abelhas adultas a produzirem cera e posteriormente retirá-la da colmeia. Esta operação é baseada no facto das abelhas expulsarem os esporos da loque para a cera produzida. Para efectuar esta operação poderemos observar a figura do post anterior.
Conclusões
Para a obtenção e maneio da cera biológica é necessário ter em atenção os seguintes pontos:
a)                  Obtenção de cera biológica através de opérculos;
b)                  Maior utilização de acaricidas orgânicos e óleos essenciais na apicultura convencional de maneira a diminuir concentração dos acaricidas sintéticos nas ceras;
c)                   Procura de cera convencional a partir de apiários com baixa utilização de acaricidas sintéticos, de preferência tratados com amitraz devido à sua rápida degradação na cera;
d)                  Substituição da cera de maneira a prevenir a loque americana;
publicado por apismaia às 15:39
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