Este blog tem a finalidade de difundir a apicultura nacional e projectos de investigação realizados em Portugal. A APISMAIA realiza análises polínicas, físico-químicas e resíduos ao mel e outros produtos apícolas.
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As glândulas cerígenas

É nas glândulas cerígenas das obreiras que tem lugar a produção da cera (ver em http://www.honeyflowfarm.com/articles/flowertoflame/flowertoflame.php) . A glândula cerígenea está situada no abdómen, na parte inferior, entre o quarto e sétimo esternino (figura 1). Em cada esternino existem 2 canais que ligam directamente à glândula.

A glândula da cera é constituída por 3 tipos de células: a) as células epiteliais, b) os oénocitos; c) os adipócitos (ou células adiposas). Estas células agem sinergeticamente na produção de hidrocarbonetos, ácidos gordos e proteínas que constituem a cera. É verificado que os hidrocarbonetos são produzidos nos oenócitos e as proteínas são produzidas nas células epiteliais. As células adiposas fornecem substâncias que iram fornecer a energia necessária para a produção de cera.

A obreira e a cera

É verificado que a partir do 4º dia de vida da abelha, tem inicio o aumento do reticulo endoplasmático nos oenócitos e o seu aumento geral. A partir do 18º dia é verificado que, tanto os oénocitos como o reticulo, decrescem no seu volume, dando lugar a lissosomas. Os adipócitos também aumentam de volume antes do inicio da síntese da cera. Quer isto dizer, que é no inicio da primeira semana de vida da abelha que esta está adaptada fisiologicamente á produção de cera. Em termos de maneio, quer dizer que determinadas colónias (no mesmo apiário) podem puxar mais intensamente a cera do que outras, pelo facto de possuírem um maior número de abelhas nesta idade.

A colónia e a cera

Em termos individuais, a obreira tem a sua idade própria para “puxar” a cera. No entanto, esta condição não basta para que as ceras sejam puxadas. Também é necessário que a colónia (em termos de conjunto) esteja preparada para tal.

A construção de favos de cera depende muito do estado de qualidade da rainha. É visto que colónias com rainhas virgens têm uma produção de cera inferior a colónias com uma rainha fecundada. Também a presença de criação aberta reforça o desenvolvimento das glândulas cerígenas e hipofaríngeas com a consequente produção de cera. Estes dois factores juntos (rainha fecundada e criação aberta) são as principais “forças” para a produção de cera na colónia.

A importância dos açúcares na produção da cera

Além dos factores intrínsecos numa colónia, a produção de cera está dependente do meio ambiente, ou seja, do fluxo de néctar e reservas de mel.

Numa colónia, com a rainha fecundada e presença de postura, existem dois factores para o inicio da construção de favos: a) elevado fluxo de néctar e b) armazenamento de mel a 60 – 80%. Isto quer dizer que, durante o fluxo de néctar, a construção de favos é iniciada quando os favos de mel estão quase completos com mel. Quando iniciada a construção esta é parada quando o fluxo termina. Em termos práticos, quando o apicultor coloca a primeira meia-alça, esta deve ser colocada o mais cedo possível (desde que o ninho esteja completo). Por outro lado, a substituição de ceras deverá ser feita quando existe um fluxo de néctar.

O custo total da produção de 1 quilo de cera é de 6,25 quilos de mel. Isto representa cerca de 10% do consumo anual de mel pela colónia.

publicado por apismaia às 23:54
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