Este blog tem a finalidade de difundir a apicultura nacional e projectos de investigação realizados em Portugal. A APISMAIA realiza análises polínicas, físico-químicas e resíduos ao mel e outros produtos apícolas.
Agosto 2011
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Para obtermos uma cera de qualidade é necessário focar vários aspectos desde o maneio no apiário, a obtenção de “broas” ou “queijos”, a moldagem das ceras, a conservação de ceras e a comercialização de ceras.

Maneio. O apiário é o primeiro local para a selecção de ceras. As ceras podem ser um vector e um depósito de doenças como é o caso da Loque americana, Ascosferiose e Nosema. Para evitar o desenvolvimento de doenças é necessária a sua regular substituição como também a sua destruição. Os favos com fortes suspeitas de loque americana não são aconselhados a serem usados para reciclagem. As ceras com suspeitas de adulteração (principalmente parafina) deverão ser substituídas, pois estas poderão promover a enxameação e o atraso do desenvolvimento da colónia.

Obtenção de “queijos”. Após a obtenção das ceras provenientes dos apiários e da extracção de mel a sua fusão deve ser a uma temperatura de 90 ºC (máximo) para evitar a perda da concentração de alguns ésteres da cera. Posteriormente, a sua decantação deve ser a uma temperatura de ± 75 ºC durante 48 horas de maneira a extrair o máximo de impurezas. Na decantação da cera poderemos utilizar tanques em inox sendo a temperatura regulada por termóstato. A utilização de filtros em inox ou até mesmo panos tipo de “linho” são aconselhados. Os opérculos de cera poderão ser fusionados e decantados à parte, pois estes poderão ter um valor acrescentado pelo facto de possuírem uma menor concentração de acaricidas...infelizmente ainda não começamos a pensar na valorização de vários tipos de cera.

Moldagem de ceras. A moldagem de ceras pode ser efectuada de duas maneiras diferentes: indirecta ou directa. Na forma indirecta, as ceras são obtidas por temperaturas descendentes sendo obtidas ceras maleáveis. Na forma directa, a cera obtida é rígida devido a ser obtida através de temperaturas bruscas, pois a cera é imediatamente moldada quando sai da caldeira. Por vezes poderemos pensar que a maleabilidade da cera pode estar relacionada com adulterações, mas, na maior parte das vezes, está relacionada com a maneira de a "fazer". A própria moldagem da cera promove a diminuição de esporos da loque.

Conservação das ceras. Após a obtenção de “queijos”, na sua conservação deveremos retirar a humidade envolvente através da colocação de panos entre os queijos. Estes também devem ser armazenados em locais secos e luminosos (evitar possíveis ataques de traça e deposição de ovos). As ceras laminadas devem ser armazenadas em locais com temperatura amena para evitar a rigidez. Caso isso aconteça, as ceras deverão ser colocadas em água morna (30 s) antes de serem colocadas nas colmeias. A conservação de quadros puxados deve ser em locais frescos e luminosos para evitar o desenvolvimento da traça.

Comercialização das ceras. As ceras comercializadas deverão ser isentas de adulterações. No entanto, esta possibilidade poderá ser difícil, pois a algumas broas que entram no circuito comercial já contêm parafinas em baixas percentagens. Estas baixas percentagens (« 5%) poderão não afectar o desenvolvimento das colónias. Actualmente, a qualidade das ceras laminadas poderá ser obtida por metodologias GC-MS e FTIR. Outras técnicas qualitativas também poderão ser bastante práticas para a confirmação de ceras de qualidade (não adulteradas). 

 

publicado por apismaia às 21:58
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