Este blog tem a finalidade de difundir a apicultura nacional e projectos de investigação realizados em Portugal. A APISMAIA realiza análises polínicas, físico-químicas e resíduos ao mel e outros produtos apícolas.
Fevereiro 2010
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24
Fev
10

 

Para realizar esta técnica de evitar...ou melhor...diminuir a loque americana nos nossos apiários é necessário ter em atenção os seguintes aspectos:

 

1. Esta técnica é somente eficaz quando a loque ainda está no ínicio

 

2. Esta técnica é mais eficaz quando existe um fluxo de néctar

 

3. Mesmo com um fluxo de néctar é necessário adicionar alimentação artificial para que as abelhas "puxem" a cera

 

4. Utilizar sempre ceras novas laminadas. Não utilizar ceras laminadas que já estiveram em contacto com outros favos (mesmo que não tenham sido suspeitos de loque)

publicado por apismaia às 00:07
22
Fev
10

 

A loque americana
A bactéria da loque americana (Paenibacillus larvae) afecta somente os estádio de larva da abelha (Apis mellifera). Os esporos da loque são somente infecciosos para a larva, enquanto as abelhas adultas são as responsáveis pela sua distribuição. A larva é mais susceptível a esta doença durante as primeiras horas, 12 a 36 horas após a passagem de ovo a larva. Durante este período de tempo basta cerca de 10 esporos para haja o inicio da infecção da larva. Após a ingestão dos esporos pela larva, estes germinam após 12 horas para dar origem à fase vegetativa. A bactéria vegetativa prolifera no “intestino” da larva muito à conta da sua alimentação que é rica em glucose, frutose e sacarose. Uma característica da bactéria da loque, durante a sua proliferação na larva, é produzir uma substância designada de “proteases” que é responsável pela degradação da larva (castanha tipo café, pastosa – verificada pela técnica do palito c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/o6704d25e/5850875_LZ6QG.jpeg). Durante o processo de degradação da larva são produzidos milhões de esporos que vão infectar as próximas larvas.
Devido às actuais metodologias cientificas na área da genética, é possível identificar 4 tipos de bactérias da loque. No entanto, existem somente 2 genótipos (I e II) mais disseminados pelo mundo fora, sendo o genótipo I o mais comum e menos virulento. É verificado que o genótipo I mata a larva em 13 dias enquanto genótipo II (mais virulento) mata a larva em 7 dias. Porém, uma colónia de abelhas “dá-se melhor” com o genótipo II…e porquê?...devido ao seu comportamento higiénico. As bactérias do tipo II matam as larvas ao fim de 7 dias (a contar do 1º dia do ovo) e, como tal, a larva ainda não se encontra operculada o que facilita a detecção e remoção da larva pelas abelhas. Ao contrário, as larvas infectadas pelo genótipo I poderão ser operculadas, o que dificulta a limpeza pela colónia. Portanto, um dos primeiros passos para prevenir a loque americana nos nossos apiários é a selecção continua de colónias higiénicas.
Poderemos pensar que os antibióticos serão uma alternativa ao tratamento…nada mais errado…e será bastante confrangedor para o apicultor ser um dos visados neste tipo de noticias (http://montedomel.blogspot.com/2010/02/revista-proteste-n-310-fevereiro-2010.html). Até porque os antibióticos poderão ter as seguintes consequências: i) os antibióticos não são efectivos contra os esporos da loque, somente “disfarçam” os sintomas mas não curam; ii) os resíduos químicos, tal como os antibióticos, podem permanecer nas nossas colmeias (colónias) durante anos; iii) os antibióticos podem afectar a vitalidade das larvas e longevidade das abelhas adultas; iv) aumento da resistência da bactéria da loque aos antibióticos o que promove a procura de novos antibióticos…e um ciclo vicioso de resistência…
Sendo assim, o que temos a fazer são outras atitudes para prevenir a loque (já foi referido a selecção de colónias com comportamento higiénico). Por exemplo, o método de obrigar as abelhas a “puxarem” cera. Este método só resulta quando o nível da doença é baixo e existe um fluxo de néctar (para que seja possível puxar as ceras). Mas para uma explicação melhor nada como a colocação de imagens no capitulo II (post seguinte…)
Caso o nível da doença já seja elevado então vamos queimar a colmeia (inclusive as abelhas lá dentro).
publicado por apismaia às 23:59
21
Fev
10

 

 

A origem botânica do mel é algo que é esquecida, tanto pelos apicultores como pelo próprio consumidor. Este último desconhece a variedade de méis monoflorais que poderão existir em Portugal, restringindo-se a "mel escuro" e "mel claro".
Os méis escuros são geralmente obtidos em zonas de montanha. Destes, é distinguido o mel de urze (Erica spp.), que em “contra luz” tem uma cor avermelhada. Mas também é possível obter méis monoflorais de castanheiro e de melada. Este último é obtido das exsudações dos Quercus spp. (azinheiras e carvalhos). A abelha aproveita estas exsudações açucaradas que são provenientes da bolota ou das plantas, ou ainda das excreções açucaradas de certos afídeos que sugam a seiva elaborada destas plantas. Este mel é bastante apreciado em países como a Alemanha, em que o seu preço pode atingir quase o dobro dos méis de néctar. Um outro mel que é escuro e que pode ser obtido em zonas de baixa altitude é do tomilho (Thymus spp.). Este mel é obtido em zonas calcárias como é o caso das Serras de Aires e de Candeeiros e Serra de Sicó (centro de Portugal).
Os méis claros são geralmente originários do rosmaninho (Lavandula stoechas), da laranjeira (Citrus spp.) e do girassol (Helianthus annus). Estes méis predominam no Sul de Portugal, embora o mel de rosmaninho possa ser obtido na Terra-Quente Transmontana. Ainda é possível produzir o mel de soagem (Echium spp.), no entanto este mel não é valorizado pelos apicultores, até porque são néctares que contaminam o mel de rosmaninho devido a simultânea floração entre estas duas espécies.
Outros méis monoflorais poderão ser obtidos em Portugal e que possuem uma cor intermédia. O mel de eucalipto é geralmente produzido no litoral (em especial do cabo Mondego para norte) e possui uma cor âmbar. Durante o fluxo de néctar do eucalipto é possível produzir, em média, 50 a 70 kg de mel. Outro mel com interesse na produção apícola é o de silvas (Rubus spp.). Embora este mel seja desvalorizado a nível nacional, os “nuestros hermanos” galegos souberam aproveitar este mel para ser um dos “postais” da Indicação Geográfica Protegida (IGP) da Galiza. Outro mel que é por vezes aproveitado para produção de aguardentes é o de Medronheiro (Arbutus unedo). Infelizmente, este mel não chega facilmente à nossa mesa, devido á sua difícil extracção durante o Inverno. É um mel que tem a peculiaridade de ser amargo mas é bastante valorizado nos países do norte da Europa.
 
publicado por apismaia às 21:34
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